Sobre a Formação de Professores (I)

Os cursos de formação de professores não conseguem, via de regra, responder às necessidades de nenhum nível de ensino. Os alunos reclamam dos cursos e os professores reclamam da motivação dos alunos.
A tendência à criação de cursos de licenciatura com proposta específica pode criar uma segregação entre aqueles que participam do bacharelado e da licencuiatura. Segundo os seguidores de Donald Schön (1930-1997), a inadequação da formação porfissional passa pela ausência da questão da complexidade em sala de aula. A maioria dos problemas trabalhados com os alunos émuito abstrata e se refere a situações que não existem na vivência social (chamada herança da "racionalidade técnica").
Nesta "racionalidade técnica", segundo seus detratores uma herança do positivismo, tem-se a separação do mundo acadêmico do mundo da prática. Há nesse sentido um "dilema do abandono ou alienação", que seria a sensação dos profissionais de não saberem as coisas, de não terem conhecimento útil para resolverem problemas do cotidiano de sua vida profissional.
Outra composição forte desse quadro se refere a crença de que os professores mantém concepções epistemológicas notadamente positivistas e/ou empírico-indutivistas, ocasionando asim uma visão absoluta da verdade. Dois terços dos professores acreditam que a ciência começa com a observação (sic!).
O professor deveria ser tomado como o "outro socialmente qualificado", sendo repsonsável pela problematização do conhecimento químico em aula.